Setor de Telefonia Celular

O número de telefones celulares cresceu 21,08% em 2007 em relação a 2006, sendo habilitados 21 milhões de novos terminais, totalizando mais de 120 milhões no país.

A teledensidade (números de telefones em serviço a cada 100 habitantes) se mantém em tendência de crescimento:

  • 53,24 em 2006
  • 63,59 em 2007

Mercado de telefonia móvel

Empresa                                     Participação no mercado

Vivo                                                                     27,68%
TIM                                                                     25,85%
Claro                                                                     24,99%
Oi                                                                          13,21%
Telemig Celular / Amazônia Celular                4,40%

Brasil Telecom GSM                                           3,52%
CTBC                                                                     0,30%
Sercomtel                                                             0,30%

Tecnologia                                     Assinantes                                             %

GSM                                                     94,9 milhões                                         78,46%
CDMA                                                  20,9 milhões                                         17,26%
TDMA                                                     5,1 milhões                                          4,26%

Obs.: Veja o post sobre a aquisição da Brasil Telecom pela Oi/Telemar.

Aquisição do ABN Amro Real pelo Santander

Trata-se do maior negócio da história do setor financeiro no país, custando US$700 bilhões, e 7 meses de negociação.

A fusão fez a nova instituição ultrapassar o Unibanco e até ameaça aposição do Itaú, levando-se em conta o total de ativos.

Para mais informações sobre o setor veja o post sobre o “Setor Bancário”.

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Setor Bancário

Histórico

Logo após as privatizações ocorridas na década de 1990, em 1994 haviam cerca de 250 bancos no país. Atualmente são 153, entre bancos comerciais e múltiplos, porém os 5 maiores concentram mais de 50% do total do sistema financeiro.

Concorrência e expansão

Não há no setor uma concorrência disposta a beneficiar o consumidor com diminuição das taxas de juros e tarifas, em parte porque continua em tendência de crescimento o número de pessoas que utilizam os serviços bancários e porque ainda existe grande potencial de expansão do volume de crédito.

O crédito no país ocupa 34% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto em mercados mais desenvolvidos esse percentual chega a mais de 100%.
Os bancos não competem entre si porque há espaço para crescimento em nichos de mercado sem a necessidade de guerras de taxas, por exemplo.
Abrindo um parêntese, cabe questionar esse modelo tipicamente norte-americano, aceito e replicado internacionalmente, de que a expansão econômica é sempre benéfica, a qualquer custo. Basta ver os efeitos da atual crise, que tem sua origem numa expansão do crédito.

Voltando ao assunto, o aumento de receita com cobrança de tarifas aumentou 7% em relação a 2006, considerando-se somente os meses de janeiro a setembro do ano passado, chegando a R$40,8 bilhões.

Prognóstico

Com a chegada do “Investment grade” (nível de investimento), atribuído ao Brasil pelas agências internacionais de risco, e a chegada de cerca de US$10 trilhões ao país, primariamente dos grandes fundos de pensão e empresas públicas norte-americanas, espera-se que haja mais consolidação no setor (fusões e aquisições), bem como a chegada ao país de instituições financeiras internacionais, interessadas na oportunidade.

A expectativa é que poucos bancos pequenos e médios nacionais sobrevivam, porque como não há possibilidade de aquisições de bancos no topo da lista, todos se voltam para o grupo das instituições médias, como as especializadas no mercado para pequenas e médias empresas e no crédito consignado.

Banco              Ativos (em set/07)   Evolução (em%)  Lucro líquido   Evolução (desde set/06)
Banco do Brasil         R$ 342.398,10             21,60%                     R$ 3.841,20             -19,90%
Bradesco                   R$ 317.647,50             30,60%                     R$ 5.816,80                 73,60%
Itau Holding             R$ 298.483,60             44,20%                     R$ 6.444,30               112,70%
ABN Amro Bank      R$ 156.325,00             72,90%                     R$ 2.249,30                76,90%
Unibanco                   R$ 133.924,60             31,30%                     R$ 2.620,80               123,10%
Santander Banespa  R$ 127.583,70             39,50%                    R$ 13.577,80               52,60%
Total                         R$ 1.376.372,50           35,50%                     R$ 22.330,20              53,90%

Evolução de set/06 a set/07          Patrimônio Líquido       Lucro
Bancos médios                                             169,70%                            82,80%
Bancos grandes                                             26,60%                            53,90%

 

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Aumento na produção de cerveja em 2007

Em 2007 a produção de latas para cerveja e refrigerantes cresceu 14,7%, segundo a Associação que reúne os fabricantes do setor.

As três empresas do ramo atingiram o limite da capacidade instalada e pretendem investir R$1,8 bilhões em expansão, o que equivale a 50% de todo o valor já investido por elas no país.

A produção de cerveja creceu 7% no ano, quebrando um recorde de 10 bilhões de litros produzidos.

Em Dezembro passado o mercado estava dividido da seguinte forma, em vendas totais de cerveja:

  • Ambev: 68,6%
  • Schincariol: 11,4%
  • Petropolis: 8,5% (há um ano tinha 7% do mercado)
  • Femsa: 7,7%

A única empresa do setor listada em Bolsa é a Ambev (AMBV3 = ordinária, AMBV4 = preferencial).

ambev

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Papéis mais indicados para 2008

O site Infomoney fez um apanhado das carteiras selecionadas das seguintes corretoras:

  1. ABN Amro Real;
  2. Amaril Franklin;
  3. BB Investimentos;
  4. Bradesco;
  5. Citigroup;
  6. Fator;
  7. Geração Futuro;
  8. HSBC;
  9. Link;
  10. Planner;
  11. Senso;
  12. Spinelli;
  13. UBS Pactual;
  14. Unibanco;
  15. Win.

Confira a lista das mais recomendadas:

Ação Recomendações
Vale do Rio Doce PNA 11
Petrobras PN 10
Usiminas PNA 7
Gerdau PN 6
AmBev PN 5
Perdigão ON 4
Net PN 4
Duratex PN 4
CPFL nergia ON 4
CCR ON 4
Bradesco PN 4
Vale
Para a Vale estar a frente no número de indicações, os analistas apontam como razão os bons fundamentos da companhia, a manutenção da forte demanda da China e as boas perspectivas para o setor , além da recuperação gradual nos preços das commodities metálicas e a perspectiva de reajuste expressivo no preço do minério de ferro em 2008.O Credit Suisse acredita que a cotação da commodity tende a se elevar em 35% em 2008, mas alguns analistas já citaram projeções de até 50% para o reajuste.Adicionalmente, a diversificação dos negócios, além das novas metas de produção da mineradora deixa os analistas otimistas. Para eles, as agressivas metas da companhia são justificadas pelo forte volume de investimentos previsto para os próximos cinco anos.
Petrobras
Já as ações preferenciais da Petrobras aparecem em segundo por causa do patamar elevado do barril de petróleo, as descobertas recentes e a capacidade de renovação das reservas da estatal são citados como pontos positivos aos papéis da empresa.Nesta linha, a Petrobras passa a ser vista em 2008 como pós-Tupi, ou seja, com a descoberta, a confiança dos analistas no crescimento das reservas foi renovada. Segundo o Unibanco, o forte potencial de exploração da reserva tende a ser o principal driver para a performance futura das ações da companhia.Também baseando-se no plano de negócios da empresa, que prevê investimentos de R$ 54,8 bilhões neste ano, os investidores podem esperar um intenso ritmo de crescimento da produção nos próximos anos, em linha com o crescimento da demanda mundial pelo petróleo, que pode superar a produção e pressionar o mercado.Por fim, a forte liquidez dos papéis da Petrobras é sempre mencionada como um ponto favorável, assim como o nível adequado de recomposição de reservas e os múltiplos atrativos da companhia.
Usiminas
As ações preferenciais classe A da Usiminas aparecem em terceiro lugar . O cenário bastante favorável para as siderúrgicas, baseado no crescimento da demanda doméstica e mundial, contribui para deixar os papéis da companhia como uma boa opção de longo prazo.Além disso, os analistas citam a liderança da companhia no mercado local de aços planos, o ousado plano de investimentos para expansão da capacidade e a diversificação da linha de produtos como pontos positivos aos papéis da companhia.

Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=901750&path=/investimentos/