Todos sabemos que a Bolsa de Valores brasileira depende quase que unicamente do humor das bolsas americanas, o que podemos perceber se observarmos o gráfico do iBovespa, quase cópia idêntica do índice Dow Jones.
Em especial o ano de 2007 foi muito bom para os investidores, mesmo com as quedas do mês de agosto.
O Brasil foi o segundo país onde o investimento estrangeiro direto mais cresceu em 2007, estimando-se uma alta de 99,3% do volume líquido em relação a 2006, alcançando entre US$ 35 e 37,4 bilhões.
A maior parte dos investimentos destinou-se a aumentar a produção industrial.
Os dados são do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), a maior associação de bancos do mundo e da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, na sigla em inglês).
De acordo com os economistas da Unctad, a depreciação do dólar ajudou a manter o país atraente para o investimento estrangeiro, mesmo com a desaceleração do ritmo de crescimento da economia americana.
O volume total de investimento estrangeiro no mundo chegou ao montante recorde de US$ 1,5 trilhão. O país que mais recebeu recursos foi os Estados Unidos, com um volume de US$ 192,9 bilhões e crescimento de 10% sobre o ano anterior.
O segundo país com maior volume de investimentos foi o Reino Unido, que recebeu no ano passado um total estimado de US$ 171,1 bilhões, 22,6% mais do que no ano anterior.
A China recebeu 3% menos investimentos do que no ano anterior, um total de US$ 67,3 bilhões.
Com relação ao conjunto dos países emergentes, o IFF revisou para cima suas previsões sobre o fluxo de capital privado em 2008 para US$ 670 bilhões, ao elevar seus cálculos em US$ 77 bilhões, contra US$ 681 bilhões de 2007.
O investimento privado estrangeiro na América Latina cairá 9,9% neste ano, para US$ 105,4 bilhões.
Mesmo assim, a cifra continua expressiva.
- 2005: US$ 70,4 bilhões;
- 2006: US$ 46,3 bilhões;
- 2007: US$ 117 a 125,8 bilhões.

