Bradespar S.A. – Brap3 ON e Brap4 PN

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Classificação Setorial: Financeiro e Outros / Holdings Diversificadas / Holdings Diversificadas

Atividade Principal: Participação Como Sócia Ou Acionista de Outras Empresas

Holding que possui participações significativas no capital da mineradora Vale e da elétrica CPFL Energia, apresentando comportamento bastante similar a da Vale.
Possui 8,97% em ações representativas do capital total da CPFL e 5,56% da Vale, através da Valepar, com papel ativo na administração superior desta, mantendo 2 membros dos 11 que integram o conselho de administração da empresa.

Acumulo de preço das ações no período de doze meses até novembro de 2007:

- Brap4: 139%
- Vale: 113%
- Ibovespa: 50,25%
- CPFL: 37%

Porém, seu spread (diferença de preço) do valor de mercado, considerando o caixa líquido, frente às ações de suas investidas (com base na cotação ajustada para proventos e eventos societários) vem diminuindo desde o final de 2006, o que pode causar maior paridade entre os preços dos papéis daqui para a frente.

Por exemplo, a diferença para a CPFL:

- final de 2006: 14,23%;
- meio de 2007: 5,24%;
- final de 2007: 3,27%

Natura Cosméticos S.A. – Natu3

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Classificação Setorial: Consumo não Cíclico / Produtos de Uso Pessoal e de Limpeza / Produtos de Uso Pessoal

Atividade Principal: Comércio Atacadista de Comércio E Produtos de Perf.

Preço atual: 17,44

Preço alvo:

Estréia em Bolsa: maio/2004

Empresa líder no mercado interno de cosméticos, afirma passar por um período de consolidação e reorganização de seus principais processos de negócios, em busca de um novo ciclo de crescimento.

Seu lucro líquido não tem demonstrado avanço convincente ao longo do tempo e ainda sofre com os investimentos da Avon, sua concorrente, em publicidade e expansão da produção.

Atribui o mau desempenho das ações ordinárias em 2007 a uma fase de reorganização.

Evolução do preço de novembro de 2006 a novembro de 2007:

- Natu3: -35%
- IBovespa: 50,25%

Volatilidade no mesmo período:

- Natu3: 40,13%
- IBovespa: 26,74%

Aposta em expansão doméstica e internacional, sendo um bom atrativo para quem aposta em teses de investimento com suporte em reestruturação de médio e longo prazo.

Resposta à crise

O objetivo do pacote lançado em dezembro de 2007 pelo banco central americano (Fed – Federal Reserve) em conjunto com o Banco da Inglaterra, Banco Central Europeu (BCE), Banco do Canadá e Banco Nacional da Suíça foi minimizar o risco de iliquidez no mercado e evitar uma quebra como a de 1929.

O Fed passou a injetar dinheiro no sistema financeiro por meio de empréstimos a bancos, por taxas de juros menores e em operações de curto prazo.

Criou também linhas de swap (troca) em moeda estrangeira com o BCE (US$20 bilhões) e com o Banco Nacional da Suíça (US$4 bilhões), fazendo com que esses bancos pudessem emprestar dinheiro às instituições de seus sistemas bancários, diminuindo a pressão sobre as taxas de juros interbancários.

Essas ações têm mais impacto do que um corte de juros do Fed, pois ajudam o mercado a voltar a níveis normais de crédito e os bancos a emprestarem dinheiro uns aos outros com maior confiança, o que tem como conseqüência a diminuição da desaceleração econômica mundial.

Porém, ao fazer isso, o Fed está subsidiando bancos gananciosos em operações arriscadas, como criação de instrumentos “inovadores” de crédito artificial de alto risco (leia-se subprime), tornando-os mais líquidos e
com menos chance de falência. Além de passar em cartório sua negligência em fiscalizar os bancos.

Além disso, as taxas de juros diminuem no curto prazo, mas tendem a aumentar no longo prazo, sendo um paliativo para a crise, restando torcer para que não seja desencadeada uma profunda recessão.

Obs.: Reservas de bancos centrais estrangeiros (não EUA) no início de 2007:

- Dólar: 66%
- Euro: 25%

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Expectativas para a economia interna em 2008

Há previsão de aumento de 20% no total de concessões de crédito em 2008, pouco abaixo dos 22% de 2007, e da bancarização (aumento do número de correntistas e transações).

Obs.: O Setor bancário impressionou pelos lucros, gerado pelo incremento da oferta de crédito a pessoa física e jurídica. Até o primeiro trimestre de 2007, calcula-se aumento de 25% na oferta do crédito, quase 6 vezes acima da inflação acumulada de 4,12%.

Prevê-se destaque para o financiamento imobiliário, através de facilidades na obtenção, além do aumento de crédito para o segmento de automóveis.

Também deve crescer o financiamento de aumento da capacidade produtiva das empresas, implicando no crescimento do risco. Segundo a CNI (Confederação Nacional das Indústrias):

- 42% das empresas esperam aumentar a capacidade produtiva
- 45% esperam permanecer no mesmo ritmo de investimento
- 13% prevêem redução desses investimentos

O aumento deve ocorrer principalmente em setores ligados ao consumo, já que o PIB tende a continuar crescendo, aliado à geração de empregos, a não ser que ocorra piora na economia mundial.

Para o consumo, é melhor a extensão do prazo do financiamento de aquisição de bens do que a diminuição dos juros. Para o povo, vale mais poder pagar em mais vezes.

Assim, espera-se pouca queda na taxa de juros básica (SELIC), definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária). A maioria dos analistas não prevê cortes ou esperam apenas dois cortes de 0,25% para o segundo semestre.

Uma das ressalvas é com relação ao comprometimento da renda dos brasileiros, inclusive levando-se em conta o crescimento do volume de operações com cheque especial:

- out/2006: R$12,4 bilhões
- jan/2007: R$13,2 bilhões
- out/2007: R$14,5 bilhões

Obs.: Os juros do cheque em outubro de 2007 era de 139% ao ano, enquanto os do crédito pessoal estavam em 49%.

Investimentos externos

Todos sabemos que a Bolsa de Valores brasileira depende quase que unicamente do humor das bolsas americanas, o que podemos perceber se observarmos o gráfico do iBovespa, quase cópia idêntica do índice Dow Jones.

Em especial o ano de 2007 foi muito bom para os investidores, mesmo com as quedas do mês de agosto.

O Brasil foi o segundo país onde o investimento estrangeiro direto mais cresceu em 2007, estimando-se uma alta de 99,3% do volume líquido em relação a 2006, alcançando entre US$ 35 e 37,4 bilhões.

A maior parte dos investimentos destinou-se a aumentar a produção industrial.

Os dados são do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), a maior associação de bancos do mundo e da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, na sigla em inglês).

De acordo com os economistas da Unctad, a depreciação do dólar ajudou a manter o país atraente para o investimento estrangeiro, mesmo com a desaceleração do ritmo de crescimento da economia americana.

O volume total de investimento estrangeiro no mundo chegou ao montante recorde de US$ 1,5 trilhão. O país que mais recebeu recursos foi os Estados Unidos, com um volume de US$ 192,9 bilhões e crescimento de 10% sobre o ano anterior.

O segundo país com maior volume de investimentos foi o Reino Unido, que recebeu no ano passado um total estimado de US$ 171,1 bilhões, 22,6% mais do que no ano anterior.

A China recebeu 3% menos investimentos do que no ano anterior, um total de US$ 67,3 bilhões.

Com relação ao conjunto dos países emergentes, o IFF revisou para cima suas previsões sobre o fluxo de capital privado em 2008 para US$ 670 bilhões, ao elevar seus cálculos em US$ 77 bilhões, contra US$ 681 bilhões de 2007.

O investimento privado estrangeiro na América Latina cairá 9,9% neste ano, para US$ 105,4 bilhões.

Mesmo assim, a cifra continua expressiva.

  • 2005: US$ 70,4 bilhões;
  • 2006: US$ 46,3 bilhões;
  • 2007: US$ 117 a 125,8 bilhões.